22 de out de 2007

Meninas minhas

(Livremente inspirado na poesia de Chico Buarque "As minhas meninas", para a peça as quatro meninas)


Foram as duas
Duas meninas minhas
Foram embora
E se foram meninas mesmo
Agora mulheres,
minhas

A que nasceu comigo nem olhou pra trás
Desapegada como ela só!
Cresceu tanto
Que na volta parecia outra
(Mas só nos dois primeiros segundos, ela disse)

A outra que veio depois
Quase não foi.
Aliás, ia, não ia, foi.
Tão doído que faltou até um adeus
(ela nem sabe que eu até tentei)

Duas meninas,
Opostas demais
Duas meninas minhas
Iguais só de lindeza
Tão longe as meninas...

Foram embora
Duas mulheres
Levaram uma parte grande
De mim
De uma história
Lindas.

Sinto o tempo parado
À espera destas meninas
Minhas

Mas elas não voltam, não mais
Que jeito?

(Vou atrás das minhas meninas)

3 comentários:

:: Daniel :: disse...

"Mas elas não voltam, não mais
Que jeito?

(Vou atrás das minhas meninas)"

Lindo isso! Lindo!

Quem sabe suas meninas não se perderam? Há tempo de achar. Talvez o caminho seja longo, demorado, árduo... mas há tempo.

E não se deixe abater quando sentir a ausência delas, por mais dolorida que essa ausência seja...

Se precisar, conte com os amigos. Como dizem os paulistanos, "tamos aí, mano!"

Vulgo Dudu disse...

Caramba, muito boa a sua poesia. Tem uma carga emocional intensa, sem perder ritmo. Muito bom!

Simone Sá disse...

Oi Toni,

Primeira vez que venho aqui - mas vou repetir as visitas.
Gostei!

beijo,
Simone