9 de jul de 2008

Dos amigos trigêmeos separados, coitados...

B diz:
Não se explique (pq não precisa). Não tente discutir a relação (a menos que o queira de volta). Dê tempo ao tempo (que ajeita tudo). Me amarrota que eu tô passada...

F diz:
saia daquele cafofo porque ele está virando aquele armário repressor do qual você já saiu há anos.

T diz:
Agora me digam, esse sujeito!Fiz errado?

B diz:
todos saem dessa rebordosa depois!

F diz:
o silêncio, nesse caso, acaba sendo a conseqüência de um ato de fineza. Não responde.

T diz:
de uma certa maneira, as coisas estão absurdamente claras agora. Estou me sentindo liberto, sabe?

Tic tac


onze e meia, manhã ainda.
invento, passo, repasso, agito.

F5, refresh, verificar e-mail
alt+tab pra ver outras páginas
outras vidas
mas eu volto
volto constantemente
estou sempre voltando
mas não encontro suas letras
elas não vêm
você não vem


onze e trinta e cinco, manhã ainda.
hoje não vou dar o primeiro passo


onze e trinta e sete.
três vezes.
o computador
o relógio
o celular
quanto tempo,
quantos tempos!
ainda nada.


no final,
não antes de nova tentativa,
insisto
invisto
desisto


meio dia, já tarde.
muito tarde.

3 de jul de 2008

Boa pontaria


Rio de Janeiro, 03 de julho de 2008


Meu amor,


Você nem sabe quanta munição eu tenho agora
Passaram-se muitos meses, quantos foram, aliás? Vinte? Mil deles?
E você, meu amor, que pensa que eu nao te conheço, que não te vejo por trás dessa máscara.
Todos usamos máscaras
(você me vê por detrás da minha?).


Você nem sabe quanta munição eu tenho meu amor,
mas não vou atirar, não mais.
Não quero tentar acertar você
muito menos atirar no meu próprio pé
(sim, existe esse risco).


Você nem sabe quanta munição eu tenho agora, meu amor.
E o quanto seu alvo é fácil.
Mas, sabe, querido, já atirei demais em você
A brincadeira acabou perdendo a graça, é isso...
(você disse que já era hora, lembra?)


Fique em paz.

Toni.