9 de jan de 2008

Devagar...



(Rodrigo Maranhão)

Devagar
Esquece o tempo lá de fora
Devagar
Esqueça a rima que for cara.

Escute o que vou lhe dizer
Um minuto de sua atenção
Com minha dor não se brinca
Já disse que não
Com minha dor não se brinca
Já disse que não.

Devagar, devagar com o andor
Teu santo é de barro e a fonte secou
Já não tens tanta verdade pra dizer
Nem tão pouco mais maldades pra fazer.

E se a dor é de saudade
E a saudade é de matar
Em meu peito a novidade
Vai enfim me libertar.


Devagar...

Um comentário:

J.Machado disse...

Caro Toni.
Pior dor é aquela que não dói, e é a que sinto. Dor de saudade, dor de desejo...
Devagar então né!
Gostei demais do seu texto. "De verdade".
Abração!